PREFEITURA DECRETOU EMERGÊNCIA DE 180 DIAS APÓS 600 IMÓVEIS SEREM INUNDADOS

Equipe Atitudenew Sumaré

Após décadas, Sumaré enfrenta mais um desafio com enchentes do Ribeirão Quilombo, em pouco mais de um mês após decretar situação de emergência em outubro. O município está em emergência por 180 dias depois de 600 imóveis serem atingidos por inundações na cidade. Agora, 400 residências foram afetadas pelas fortes chuvas que frequentemente enche o Ribeirão.

O prefeito Luiz Dalben (Cidadania) compartilhou as ações da Prefeitura, tanto para lidar com a nova situação, como a distribuição de marmitex e kits de café da manhã para a população atingida.

“Nesta quinta-feira, distribuímos mais 1.400 kits de café da manhã às famílias em situação de vulnerabilidade social que tiveram seus lares atingidos pelas chuvas e cheias dos ribeirões da nossa cidade”, afirmou Dalben nas redes sociais.

O Fundo Social do município, junto a Secretaria de Inclusão e o CRAS, estão oferecendo roupas e calçados para aqueles que necessitam. Os portais e redes sociais da Prefeitura também divulgou a entrega de mais de 2.400 refeições preparadas e distribuídas à população afetada, incluindo kits de café da manhã, almoço e jantar.

O prefeito Luiz Dalben ressaltou os esforços da administração para atender às emergências causadas pelas fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias, que mais uma vez resultam nas cheias dos ribeirões Quilombo e Jacuba.

As equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Guarda Municipal acompanham in loco as ocorrências, prestando o auxílio necessário e averiguando cada situação, segundo a Prefeitura.

Não há registro de família desalojada, mas as cheias atingiram mais de 400 casas dos bairros Vila Diva, Jardim Maria Antonia, Jardim Dulce, Assentamento Três Pontes, Jardim São Domingos, Jardim Primavera, Jardim Rosa e Silva e Basilicata.

“Com as chuvas, algumas famílias preferiram ir para casas de parentes ou amigos e outras foram para o abrigo de acolhimento montado pela Prefeitura, mas assim que as águas começaram a baixar as mesmas já retornaram para os lares”, informou o Executivo.

Foram distribuídos kits de limpeza, cesta básica e água de casa em casa nos bairros afetados nesta quinta-feira (30). Além disso, em cada região há um ponto de entrega de refeições (café da manhã, almoço e jantar) e as famílias vão até os locais retirar os alimentos.

Um episódio semelhante foi vivenciado por essa população em outubro, quando o prefeito decretou situação de emergência, autorizando ações como entrada em imóveis para socorro e evacuação, desapropriações e dispensa de licitação para compras essenciais. As medidas emergenciais foram intensificadas, e a Prefeitura busca minimizar os impactos causados pelas enchentes.

A Prefeitura de Sumaré decretou recentemente a criação do Plano Preventivo e Resposta a Condições Meteorológicas de Ventos Fortes e Tempestades, bem como uma série de providências relacionadas à Defesa Civil do município. O decreto destaca a importância da Secretaria Municipal de Defesa Civil, que engloba medidas preventivas, socorro, assistência, mitigação e recuperação diante de eventos climáticos adversos na cidade.

O Plano Preventivo visa antecipar ações diante de condições meteorológicas desfavoráveis, assegurando a integridade da população e a preservação do patrimônio público e privado. O período de atuação compreende de novembro de 2023 a março de 2024, com plantão de atendimento 24 horas, podendo ser antecipado e/ou prorrogado conforme a necessidade.

O plano trabalha com quatro níveis de atuação, desde o Estado de Observação até o Estado de Alerta Máximo, determinando responsabilidades específicas para cada órgão municipal.

No dia 15 de novembro, a Prefeitura publicou decreto que estabelece a criação e nomeação de membros para a Comissão Permanente de Estudos da Bacia Hidrográfica de Sumaré, compreendendo rios, córregos e afluentes da cidade. O decreto visa uma abordagem técnica e integrada para os desafios enfrentados pela cidade e região. Uma das principais atribuições da comissão recém-criada é solucionar o problema das enchentes, que deixaram Sumaré em estado de emergência.

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