MORADORES DO JD BASILICATA PROCESSARAM INCORPORADORA APÓS TRINCAS E RACHADURAS EM SUAS CASAS DURANTE CONSTRUÇÃO NO BAIRRO

Equipe Atitudenew

Laudo feito pela perícia judicial apontou que problemas estruturais como trincas e rachaduras em imóvel na região do Jardim Basilicata, em Sumaré, onde é construído um empreendimento residencial, formado por duas torres de 12 andares, nos fundos das casas, foram causadas pela construtora responsável.

“Para os danos (surgimento e/ou agravamento das trincas, manchas por umidade, vazamentos, afundamentos de piso e abalos estruturais) observados na edícula do imóvel objeto da ação, constatou-se nexo de causa com os vícios construtivos operados pela ré (movimentação de solo e aumento de carga sob as fundações dos imóveis vizinhos)”, afirma o laudo assinado pelo perito judicial Walmir Pereira Modotti.

Entre as patologias encontradas estão trincas, rachaduras, manchas por umidade, infiltrações, falhas na cobertura, afundamentos e danos nos sistemas hidrossanitários do imóvel. O valor para reparo dos danos verificado pela perícia é de R$ 39 mil. 

“Quanto ao valor estimado para correção das falhas existentes: O valor para reparação (demolição seguida de reconstrução) das manifestações patológicas existentes no imóvel das requerentes, decorrentes dos vícios construtivos da ré, é de R$39.000,00, válido para julho de 2023”, aponta o laudo concluído neste mês de agosto.

O laudo fez análise com base em imóvel instalado na rua das Palmeiras, no Jardim Basilicata. O imóvel passou a registrar danos estruturais após o início das obras de construção do empreendimento residencial pela Basilicata Incorporação de Empreendimentos Imobiliários SPE LTDA.

O laudo foi apresentado à Justiça de Sumaré. O juiz da 2ª Vara Cível, André Pereira de Souza, determinou que a construtora se manifestasse acerca do laudo pericial. No processo, a empresa apresentou impugnação ao laudo e requer a revogação da liminar que suspendeu as obras.

Em uma das ações, em março, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) não acolheu efeito suspensivo apresentado pela incorporadora e manteve embargada a construção do condomínio. A ação passa dos R$ 101,2 mil. Segundo a Justiça local ordenou, os moradores atingidos pelo problema ficam em residências parecidas às que possuem enquanto as avarias sejam consertadas.

A construtora informou que está se defendendo nos autos dos processos, além de “zelar pela segurança da obra e dos imóveis vizinhos”. Disse que o local também foi fiscalizado pela Prefeitura, que não encontrou riscos com relação às residências.

“A Sousa Araujo reforça que atua há 15 anos no mercado, período em que já entregou mais de 20 mil unidades habitacionais, sempre prezando pelo bom relacionamento e transparência com os vizinhos de suas obras”, afirmou, em nota.

Fonte: Tribuna Liberal

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *