LEVANTAMENTO CONFIRMA CRESCIMENTO POPULACIONAL NA RPT (REGIÃO DO POLO TEXTIL)

Equipe Atitudenew Sumaré-SP

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta quarta-feira (28), os primeiros resultados do Censo 2022. Os números mostram que a população da RPT (Região do Polo Têxtil) cresceu 14% desde o último levantamento, em 2010, e chegou a 998,8 mil habitantes.

Americana 2010 | 210.638
2022 | 237.247

Hortolândia 2010 | 192.692
2022 | 236.641

Nova Odessa 2010 | 51.242
2022 | 62.019

Santa Bárbara d’Oeste 2010 | 180.009
2022 | 183.347

Sumaré 2010 | 241.311
2022 | 279.546

Região do Polo Têxtil 2010 | 875.892
2022 | 998.800

Entre os cinco municípios, Hortolândia foi a cidade que registrou o maior crescimento populacional, em termos percentuais, no período, se encaminhando para se tornar a segunda mais populosa da RPT, atrás de Sumaré. O aumento foi de 23%, à frente de Nova Odessa (21%).

As estatísticas, porém, confirmam um cenário que deve desapontar Santa Bárbara. Autoridades do município, entre elas, o próprio prefeito Rafael Piovezan (MDB), chegaram a questionar no ano passado o baixo crescimento apontado pelos dados prévios do Censo.

Com base em indicadores como o número de ligações de água, a prefeitura estima que o município já tenha chegada ou ultrapassado os 200 mil habitantes.

Na divulgação desta quarta-feira, o IBGE apontou que o município chegou, em 2022, a 183.347 habitantes. Em 2010, data do último Censo, Santa Bárbara tinha 180.009 habitantes. A comparação mostra que a cidade teve o menor crescimento entre os municípios da RPT, com apenas 2% de aumento.

Com a confirmação do dado, há expectativa de que o Censo seja questionado judicialmente pelo município.

Brasil

A população brasileira totalizava 203.062.512 pessoas em 31 de julho do ano passado, segundo os dados do Censo Demográfico 2022, divulgados nesta quarta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de uma forte perda de fôlego no ritmo de crescimento populacional, o resultado significa um aumento de 6,5% em relação aos 190,8 milhões de habitantes contados no Censo anterior, realizado em 2010, o equivalente a 12,307 milhões de pessoas a mais em pouco mais de uma década.

O montante ficou significativamente aquém das estimativas preliminares entregues pelo IBGE ao Tribunal de Contas da União (TCU), em 28 de dezembro do ano passado, quando o instituto informou a existência de 207.750.291 pessoas no Brasil, população calculada já com base em dados preliminares coletados pelo Censo 2022. O número de habitantes do País é usado no cálculo do rateio do Fundo de Participação dos Municípios, além de determinar o tamanho das representações políticas, como a quantidade de vereadores e de deputados federais e estaduais, entre outras finalidades, frisa o IBGE.

Segundo o instituto, ainda não foi possível mensurar se a perda de vidas para a covid-19, que superou 700 mil mortes confirmadas pela doença no Brasil, afetou significativamente o crescimento populacional no País. Os dados ainda estão sendo analisados por técnicos do IBGE, informou o presidente interino do instituto, Cimar Azeredo. A queda na taxa de fecundidade, que mede o número de filhos nascidos vivos por mulher em idade reprodutiva, já vinha desacelerando o aumento da população brasileira, lembrou o instituto.

De 2010 a 2022, a taxa média de crescimento anual da população do País foi de 0,52%, a mais baixa já vista desde que o primeiro Censo foi conduzido no Brasil, em 1872. Entre 2000 e 2010, a taxa média de crescimento populacional anual era de 1,17%, mais que o dobro da atual.

“A população brasileira apresentou, até a década de 1940, altos níveis de fecundidade e mortalidade. Com o início do processo de redução dos níveis da mortalidade, a partir de meados dos anos 1940, e a manutenção dos altos níveis de fecundidade vigentes à época, o ritmo do crescimento populacional aumentou e apresentou seu maior pico na década de 1950, com uma taxa média de crescimento anual de 2,99%. No começo dos anos 1960, inicia-se lentamente o declínio dos níveis de fecundidade, e, a partir de 1970, já é possível verificar, por meio dos dados dos Censos Demográficos, a redução do crescimento populacional”, justificou o IBGE, na publicação.

Atualmente, a população cresce a uma velocidade maior no Centro-Oeste, com taxa anual de incremento populacional de 1,23%, ultrapassando assim a do Norte, que liderava o crescimento da população até o Censo anterior, mas teve essa velocidade de reduzida a 0,75%. No Sul, a taxa de crescimento populacional anual foi de 0,74%; no Sudeste, de 0,45%; e no Nordeste, de 0,24%.

Em todas as grandes regiões do País houve redução no ritmo anual de incremento da população em relação ao Censo anterior, de 2010.

“É uma tendência, se essa tendência se acelerou a gente vai entender isso daqui a pouquinho, com as análises que serão feitas”, apontou Azeredo, acrescentando que a coleta do Censo em campo terminou no último dia 28 de maio, e que os demógrafos do instituto já estão debruçados sobre as informações obtidas, mas precisam de mais tempo para fazer as análises necessárias. “Esse é o resultado da população definitiva do Censo. A gente tem que tomar cuidado com relação a conjecturar. Acho que a gente tem que esperar o trabalho que os demógrafos estão fazendo, com certeza já estão se debruçando.”

Distribuição regional

A região Sudeste detinha 84,8 milhões de moradores, 41,8% da população do País. O Centro-Oeste é a região menos populosa, com 16,3 milhões de habitantes, 8,0% da população brasileira. O Norte concentrava 8,5% dos brasileiros, 17,3 milhões; o Sul, 14,7%, com 29,9 milhões; e o Nordeste, 26,9%, com 54,6 milhões.

“A distribuição da população por região geográfica praticamente se mantém estável (em relação ao Censo 2010)”, apontou o coordenador técnico do Censo, Luciano Duarte. “Só o Estado de São Paulo representa um quinto da população do País”, acrescentou.

Os três Estados mais populosos somavam juntos quase 40% dos brasileiros: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. São Paulo tinha 44,420 milhões de habitantes, 21,88% de toda a população do Brasil; Minas Gerais detinha 20,539 milhões de pessoas, 10,11% da população; e Rio de Janeiro, 16,055 milhões, 7,91% da população.

Com informações da Agência Estado

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